Pense em termos de respeito e, principalmente, modéstia. Deixe de lado aquela postura "sabe-tudo", porque assim, acabará por afastar as pessoas, perdendo grandes oportunidades de compartilhar. Cada cliente representa não apenas cifrões a mais, mas a oportunidade de aprender e adquirir novas experiências.
Quando falo de sensibilidade, refiro-me à mínima capacidade de perceber quem é aquela pessoa que entra em sua óptica, captando o seu "perfil básico" e o tipo de produto/serviço que vai encantá-la e conquistá-la definitivamente. Às vezes, o consumidor comunica seu estilo e necessidades nas entrelinhas, isto é, através do corte do cabelo, da roupa que está usando ou da forma que se apresenta...
Em primeiro lugar, dispa-se (não literalmente, por favor...) dos preconceitos de que moda é coisa para gente moderninha ou afetada demais para seu gosto. Sabe por quê? Moda não é só aquilo que você vê na novela das sete, nos programas especializados ou nas mil e uma entrevistas e matérias sobre a nossa modelo número um, Gisele Bündchen. Esta é apenas a face mais visível de um universo quase infinito.
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O mais importante é desenvolver a sensibilidade para compor uma oferta inteligente de produtos, "mixando'" peças casuais e outras mais ousadas. |
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Moda é, em primeiro lugar, comunicação. Transmissão de idéias, estilo, atitudes, comportamento etc. É um dos mais poderosos instrumentos de comunicação. Ao jogar uma simples camiseta branca e um jeans sobre seu corpo, por mais que ache que isso seja uma coisa óbvia e desprovida de conceitos, você estará comunicando alguma coisa. Até o estado de conservação da sua roupa comunica.
Portanto, tudo é moda. Não apenas a roupa luxuosíssima ou superesquisita, cheia de plumas, brilhos, rasgada ou que deixa os seios à mostra, que apareceu no desfile de um estilista que você obviamente não lembra mais o nome, mas também a camisetinha básica ou a peça comprada na loja mais popular do mundo. E até aquela roupa que reside no fundo do seu armário também é moda. Porque, simplesmente, são instrumentos de comunicação.
Por ter em mente a moda como algo extremamente glamouroso, digno de Giseles, Armanis, Valentinos e celebridades, as pessoas acham que ela se resume a isso. E, ao mesmo tempo que esse universo fascina muitos (a mim, inclusive), intimida e assusta outros tantos. Você pode até dizer que não dá a mínima para isso, que é espada, e que moda não é para pessoas como você, mas pense melhor e rompa com essas velhas questões pré-concebidas.
A moda traz dinheiro e credibilidade para a óptica no mundo inteiro e já se tornou um caminho sem volta em nosso mercado. Se fosse mentira, não haveria tanta gente por aí copiando modelos de griffes top e vendendo que nem água. Não dá mais para pensar em óculos sem pensar em moda, inclusive quando se fala de armações de receituário.
O mais importante é desenvolver a sensibilidade para compor uma oferta inteligente de produtos, "mixando" peças casuais (lembra-se do jeans e da camiseta?) e outras mais ousadas (olha o glamour aí!). Revistas de moda nacionais e internacionais trazem boas dicas do que acontece no mundo da moda glamour (que é afinal quem dita as tendências!), sem falar na parceria que você pode estabelecer com os fornecedores de óculos para ajudá-lo a infundir as características de cada griffe na sua mente e na da sua equipe. Conhecendo melhor as marcas, você poderá trabalhar melhor cada uma delas e contar com uma oferta de produtos próxima da ideal, para agradar os mais variados perfis de clientes.
(
umoutroolhar@yahoo.com.br).