Há um fato muito importante a ser considerado: 66% das pessoas que necessitam usar óculos, precisam deles por volta dos 40 anos e, nessa faixa etária, dificilmente alguém desperta desejo por novos hábitos. Situação muito diferente de um adolescente ou de uma criança, ávidos por natureza por novidades e consumo.
O problema é que a falta de conhecimento dos benefícios que os óculos proporcionam leva à interpretação que os mesmos servem apenas para melhorar o foco. Literalmente. Acredito que o principal fator da rejeição desse produto tão maravilhoso está na limitação da quantidade e da variedade de modelos. Isso significa que não dá para ser feliz com apenas dois ou três óculos. Por quê? Por uma razão muito simples: os óculos são a principal peça do vestuário, já que ficam localizados no rosto, a região mais nobre e observada do corpo humano e são, portanto, a peça mais visível. E daí? Daí, é que quanto mais visível, mais rápido cansa.
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Vamos a alguns exemplos. Pare para pensar que seu prato predileto certamente se tornaria um martírio após alguns dias de repetição. Hipoteticamente, você adora camarão. Agora imagine: camarão no café da manhã, no almoço e no jantar, sucessivamente, por trinta dias. Que tal?
Da mesma forma que o seu melhor traje seria odiado após trinta dias de uso repetitivo.
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Pense em uma noiva que gostou tanto do vestido de casamento que resolveu não tirá-lo por trinta dias. O que acontecerá com esse matrimônio?
Observo que as pessoas, principalmente as mulheres, alteram muito mais a sua aparência no que diz respeito aos cabelos do que aos óculos. É cabelo preto, loiro, ruivo, mechado, liso, cacheado etc. E os óculos? Os mesmos!!! Assim não dá... Na próxima edição, apresentarei algumas sugestões para solucionar essa questão.
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