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Dicas do óptico mais famoso do país


Miguel Giannini é um dos ópticos mais
famosos do país     

Glamour ainda existe?

Os mais conservadores acreditam que a moda dos dias de hoje não tem mais glamour. Tudo muito popular, com cara de dia-a-dia, simplicidade demais.
Mas o que é glamour e sofisticação senão a naturalidade que leva à elegância? Brilho e cor também podem ser glamourosos, desde que usados em doses adequadas. Resultado: tudo pode ser considerado elegante se escolhido com estilo.

Nas décadas de 50 e 60, somente produtos provenientes da alta costura eram considerados glamourosos. Com a chegada dos anos 70, esse conceito elitista caiu por terra. Os estilistas investiram no prêt-à-porter e, mais recentemente, na industrialização da moda. Mas não se pode afirmar que não há mais sofisticação. Ao contrário: atualmente, a elegância é democrática. Está ao alcance de todos. Obviamente, apresentando concepções absolutamente diferentes de 40 anos atrás, mas nem por isso deve ser considerada deselegante.


Estilo: glamour é a naturalidade que leva à elegância
Vejamos as armações. Em 1950, os aros eram grandes e retangulares. Na década seguinte, o estilo gatinho era o produto da moda. Mas foi a partir de 1970 que todas as tendências, cores e tamanhos de armações passaram a ser produto de consumo de massa, porque os consumidores determinaram o final da ditadura na moda.
Atualmente, o que determina as regras do mercado é a vontade do consumidor. O poder continua na mão da classe média, apesar de todas as gangorras econômicas pelas quais o país passou. Mas se essa faixa de público decide que vale a pena ser sucesso, não dá outra. Evidentemente, o marketing pode influir nessas decisões. Porém, quem sabe o que e como quer não sofre influências profundas. Quem tem bom gosto e sabe ser simples é chique naturalmente. Só a banalidade é cafona.



Miguel Gianini
colunadomiguel@yahoo.com.br


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