Ninguém deseja produtos com rótulos que apenas confirmam a existência de uma deficiência. Afinal, quem quer ser deficiente?
Os óculos carregam em si muito mais do que a função de correção. Transmitem uma infinidade de estilos e caracterizam personalidades como nenhum outro acessório. São sinônimo de glamour, inteligência, requinte, casualidade etc. Por isso, o fato de nomeá-los como "de grau", "de receituário" ou "corretivos" me incomodava muito. É uma contradição e tanto: como aliar conceitos tão interessantes a produtos cujos nomes remetam a próteses corretivas? Como despertar o desejo de consumo?
"Por que não suscitar de fato o desejo de compra do público ao chamar os não desejados óculos de grau de óculos sociais? É preciso um termo que os defina de forma muito atraente aos olhos e aos ouvidos do consumidor."
Parte-se do princípio de que os "óculos esporte" já são desejados, porque estão naturalmente ligados a uma palavra-chave que é esporte. Da mesma forma que nas regiões centro-oeste, sudeste e sul do país, são chamados de "óculos solares" ou "óculos de sol": a palavra-chave é sol. Vale observar que o termo correntemente usado é "óculos esporte", mas o correto é "óculos esportivos".
Qual, portanto, a palavra que, aplicada aos óculos de grau ou receituário, provoca desejo de consumo? Óculos sociais. É isso mesmo: óculos sociais, em vez das famigeradas e indesejadas expressões já citadas anteriormente.
Imaginem: pode-se ainda estratificar a expressão óculos sociais para as várias aplicações de uso adequado do produto, ou seja, óculos sociais escolares, óculos sociais casuais, óculos sociais black-tie, óculos sociais fashion, óculos sociais ocupacionais etc. Como podemos ver, o campo é imenso. Daí, a minha afirmação: tudo pelo social.
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Desdobramento: os óculos sociais podem ser divididos em subcategorias de acordo com o estilo e a ocasião. Da esquerda para a direita, são sociais escolares, casuais, fashion e ocupacionais
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Fotos Divulgação
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