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| :: Sucesso :: |
Julho de 2009 |
Mondo Fashion
Alexander McQueen

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Controversas caveiras estampadas em tecidos esvoaçantes que evocam o romantismo. Conheça o estilo do genial criador inglês, que tornou seus desfiles performáticos e suas peças originais em ícones do novo milênio.
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Dos táxis às agulhas
Lee Alexander McQueen nasceu em 17 de março de 1969 em uma família londrina de classe média (seu pai dirigia um daqueles famosos táxis pretos). Saiu da escola aos 16 anos e logo entrou no mundo das tesouras e das agulhas. Foi aprendiz em tradicionais casas de alfaiataria britânicas, como Anderson and Shepard e Gieves and Hawkes, ambas mestres na construção de peças, característica que McQueen preserva em suas criações. Um detalhe infame desse período é que bordava discretamente pequenas obscenidades no interior dos ternos, inclusive em peças para o príncipe Charles.
Trabalhou também com costureiros de teatro, influência forte na construção de sua persona estilista. Mas as portas do universo fashion se abriram de vez quando o jovem inglês tornou-se assistente do criador italiano Romeo Gigli e retornou a Londres, em 1994, para enfim se formar em design de moda na conceituada Central Saint Martins. |
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Rebelde na tradição
Com a ida de John Galliano para a Dior, em outubro de 1996, McQueen foi contratado como diretor de criação da maison Givenchy e criou polêmica logo de saída, ao afirmar que Hubert de Givenchy - ele mesmo, o dono do nome e criador da marca - teria sido irrelevante para a moda. Era, afinal, uma pura contradição de estilos: o garoto inglês chamado de “enfant terrible” (do francês, “criança terrível”, expressão para denominar jovens mas polêmicos gênios), que fazia coleções chocantes e fortes, trabalhando para uma grife ícone de feminilidade, suavidade e sedução.
“São duas estéticas diferentes, a minha e a que fiz para a Givenchy e foi difícil ser as duas pessoas ao mesmo tempo. Givenchy é feminilidade, porte, sedução e distanciamento”, disse na época. Cinco anos mais tarde, associa-se ao grupo Gucci para tocar sua marca própria e, por conta de conflitos corporativos, deixa a griffe, já que a Givenchy pertence ao conglomerado rival, o Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH). |
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O estilo do gênio
McQueen é conhecido pelo poder emocional e a energia que emana de suas roupas e desfiles, além de um romantismo extremamente contemporâneo. Caveiras e vestidos fluidos, por exemplo, andam de mãos dadas em suas criações.
Uma de suas marcas registradas é a sobreposição de elementos contrastantes, como fragilidade e força, severidade e fluidez. Também combina a alfaiataria inglesa com o trabalho artesanal da alta costura francesa e o acabamento impecável dos italianos. |
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Personalidade forte
Falar de McQueen sem citar seus desfiles é impossível. O enfant terrible sempre surpreende: já fez nevar na passarela, baseou um desfile inteiro no filme oitentista Blade runner, o caçador de andróides e usou robôs para jogar tinta em jatos em seus vestidos e modelos. |
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Outro grande ultraje ao que é preestabelecido foi, em parceria com o fotógrafo britânico Nick Night, um dos queridinhos do planeta fashion, a produção do ensaio Fashion-able para a revista inglesa Dazed and confused em setembro de 1998, que trouxe como modelo a bela atleta paraolímpica, a norte-americana Aimeé Mullins, cujas pernas foram amputadas dos joelhos para baixo com um ano de idade. O título foi uma brincadeira com os termos em inglês “fashionable” (do inglês, algo como “na moda”) e “able” (do inglês, “habilidade”, “aptidão”). Meses depois, McQueen levou a mesma Aimeé para abrir o seu desfile na semana de moda de Paris. |
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Números
Em dezembro de 2000, 51% da griffe foram adquiridos pelo grupo Gucci, mas o estilista permanece como seu diretor de criação. As coleções tem prêt-à-porter masculino e feminino, acessórios, óculos e perfumes (Kingdom, de 2003 e McQueen, de 2005). Hoje, há lojas próprias em cidades como Nova Iorque, Londres e Milão e as coleções são distribuídas em 39 países. Em fevereiro, a Gucci não revelou números mas anunciou que Alexander McQueen é uma marca bem-sucedida financeiramente e tem planos de novas lojas, inclusive no Oriente médio.
Em fevereiro de 2006, lançou a McQ Alexander McQueen, marca de difusão com foco no jeans em sociedade com a italiana Sportswear International (Sinv). Além disso, o estilista tem uma série de tênis e sapatos em parceria com a Puma para a criação de tênis e sapatos. Com a divisão de luxo da Samsonite, a marca norte-americana de bagagem, criou uma série de malas e a Skeletal, que remete ao esqueleto de um tronco humano, é um item de desejo entre os viajantes fashionistas. |
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Celebridadades
Queridinho das famosas modernas, Alexander McQueen assinou o look de Björk para a capa do álbum Homogenic, uma das imagens mais conhecidas da cantora islandesa. A atriz norte-americana Gwyneth Paltrow, que faz um estilo mais comportado, chamou atenção em sua aparição na edição 2002 do Oscar com um vestido McQueen de ar gótico com a a frente transparente, deixando à mostra seus seios. |
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Para completar, ninguém menos que o ícone fashion Sarah Jessica Parker, escolheu um vestido assinado pelo inglês para a estreia londrina do filme Sex and the city. |
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Criatividade e materiais especiais
Autênticos e luxuosos, seus óculos (receituário e solares) investem em design moderno e materiais especiais, como inserções de madeira na ponte e nas hastes. O material, por sinal, já se tornou praticamente uma assinatura dos óculos de McQueen, e por vezes é reproduzido até no acetato. O uso do logo também é destaque na coleção. |
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Ícones
Caveiras Tecidos leves e fluidos Sobreposições de elementos contrastantes Criações sempre surpreendentes Desfiles chocantes |
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Pronúncia
“A-lê-quí-SÂN-der Ma-CUÍN”. O primeiro nome tem similiridade com o português e, para o segundo nome, é só fazer uma “soma musical”: basta lembrar como se pronuncia o sobrenome de um dos Beatles (Paul “McCartney”) e o nome da banda inglesa que tinha Freddie Mercury como líder e vocalista (“Queen”), em que o “c” e o “q” acabam por virar um som só. |
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